(48) 4507-5403
Você quer saber como fazer um trabalho academico? Por apenas R$ 10 por página Obtenha um exemplo de monografia gratuito e pronto

Tentando colocar um rótulo em duas ideias

O funcionalismo nem sempre é classificado como uma espécie de monismo neutro, mas, em certo sentido, é sua definição mais aceitável, pois o funcionalismo não identifica a consciência nem com matéria física nem com uma substância espiritual intangível. O funcionalismo procede do fato de que a consciência está no campo abstrato de relações causais complexas entre quaisquer elementos dados, e essa é sua essência. De acordo com o funcionalismo, o estado mental é determinado não tanto pela natureza material ou não material dos elementos que entram na interação como pelo agregado de conexões entre eles. A natureza dos componentes do material que determinam o tipo de interação não importa.

Um estado mental é uma função de um sistema que processa informação. Essa função é definida em termos dos links entre a entrada para o sistema e o que sai dela, ou seja, em termos de transformações de entrada-saída.

Este processo é muito semelhante àquele em que o computador digital funciona: ele transforma a entrada na saída de acordo com as regras exatas. Inicialmente, o fato de o funcionalismo ser capaz de explicar como os computadores digitais conseguem realizar proezas “mentais” quase ao nível da inteligência humana foi considerado seu ponto forte. Acreditava-se que a conexão entre o software do computador e o “hardware” é semelhante ou até idêntica à conexão entre a consciência e o cérebro. A consciência era vista como uma criação abstrata e funcional, semelhante a um programa de computador. De acordo com o funcionalismo, a consciência não é dependente do cérebro, uma vez que a mesma estrutura funcional abstrata da minha consciência é, em princípio, programável num computador, em resultado da qual este último irá adquirir “inteligência artificial”, ou semelhante a consciência humana.

O funcionalismo procede do fato de que a consciência realiza funções de processamento de informações, semelhantes ao programa de computador. Consciência recebe do exterior como informação sensorial de entrada; essas informações são processadas em diferentes etapas. Cada estágio processa certas informações, após as quais a consciência “produz” o comportamento como uma saída. Do ponto de vista do funcionalismo, a consciência pode ser descrita mesmo sem uma menção ao cérebro, já que as funções da consciência existem em um nível abstrato de descrição que não depende da neurofisiologia do cérebro.

Prev post Next post