(48) 4507-5403
Utilizamos cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao continuar, assumiremos que você está a bordo do nosso política de cookies

Uma breve história da febre amarela

A febre amarela é uma infecção por arbovírus focal natural que está se espalhando nos países tropicais da África e América pelos mosquitos dos gêneros Aedes e Haemagogus, ocorrendo na forma de febre aguda com o desenvolvimento de síndrome hemorrágica, choque e insuficiência renal hepática. Em conexão com a possibilidade do surgimento de epidemias em massa, a febre amarela pertence ao grupo de doenças prescritas pelo Regulamento Sanitário Internacional e está sujeita a registro compulsório na OMS.

A doença foi descrita pela primeira vez em 1647-1648 durante um surto epidêmico na região do Caribe, onde, como foi estabelecido na década de 1930, o patógeno foi importado da África. Nos séculos seguintes, nos países da América, África e mesmo na Europa, a doença muitas vezes assumiu a forma de epidemias severas com alta mortalidade. As maiores epidemias foram observadas no final do século 19 e início do século 20 na construção do Canal do Panamá, quando esta doença, Yellow Jeck, matou cerca de 10.000 pessoas.

A transmissão do patógeno por mosquitos foi estabelecida pelo médico cubano Finlay em 1881. 20 anos depois, em 1901, em Cuba, pesquisadores americanos, sob a liderança do major W. Reed, isolaram o vírus e em experimentos com voluntários provaram sua transmissão por mosquitos do gênero Aedes. Em 1933, Stokes, em Gana, e Sooper, com colegas de trabalho na América do Sul, estabeleceram a focalização natural da doença. O desenvolvimento e a implementação de medidas para combater os mosquitos contribuíram significativamente para limitar a propagação da doença.

Um papel decisivo na luta contra a febre amarela foi desempenhado pelo desenvolvimento da vacina 17D ​​atenuada em 1937 pelo prêmio Nobel Max Theiler.

Durante a implementação do programa da OMS para o controle da febre amarela e vacinação da população da região endêmica, o Programa Ampliado de Imunização (EPI) observou uma redução acentuada na incidência dessa infecção. Contudo, em 1986-1991, na Nigéria e em vários outros países africanos, a situação epidemiológica deteriorou-se novamente, o número de casos registrados da doença excedeu 20.000 pessoas, das quais mais de 4.600 terminaram letalmente.

O patógeno – Flavivirus febricis pertence à família Flaviviridae. Partículas virais esféricas com um diâmetro de 40-50 nm contêm um invólucro lipídico com proteínas envelopadas e inclusões de glicoproteínas e nucleocapsídeos, encapsulando um RNA + fita simples que codifica a síntese de membrana, nucleocapsídeo e 7 proteínas não estruturadas.

Prev post Next post